sábado, 13 de fevereiro de 2010

Aguiar Branco confirma a sua candidatura à Presidencia do PSD


O anúncio, do ex-ministro da Justiça, surge depois de Pedro Passos Coelho e Paulo Rangel afirmarem que eram candidatos à liderança do PSD.

"Há quem esteja para mudar, há quem esteja para romper, eu proponho-me a unir", afirmou Aguiar - Branco numa alusão às ideias chaves das outras duas candidaturas.

Para Aguiar - Branco a sua candidatura representa "uma responsabilidade muito grande, num momento em que o PSD precisa de estar unido, numa união de coragem para conseguir construir uma alternativa credível ao Governo".

Quanto à sua continuidade como líder da bancada parlamentar, Aguiar - Branco afirmou que se pretende manter à frente na liderança da bancada, "durante o mês de campanha".

Antes de anunciar aos jornalistas a sua decisão, José Pedro Aguiar - Branco esteve reunido com os restantes deputados sociais-democratas, "pelo dever de lealdade e de respeito" que tem para com o seu grupo parlamentar.

"Eu tive aqui uma manifestação de solidariedade do grupo parlamentar de poder conduzir os trabalhos até à nova eleição", afirmou.

Aguiar - Branco não considera que o facto de se manter como líder da bancada parlamentar não é uma vantagem em relação aos seus adversários, Paulo Rangel e Pedro Passos Coelho. "Eu sei distinguir e sempre soube e saberei - se alguma vez pecar será por excesso - as funções do grupo parlamentar e de candidato à liderança do partido".

O terceiro candidato à liderança do PSD relembrou que nos últimos tempos "foi várias vezes questionado sobre a liderança do PSD e que sempre se recusou a falar do assunto, remetendo uma posição para depois da discussão do Orçamento do Estado".

"Eu tenho esse terrível hábito de cumprir sempre aquilo que digo", declarou Aguiar - Branco que acrescentou que "se estivesse em causa a minha agenda política pessoal, com certeza que o teria feito antes, mas entendi que podia fragilizar uma discussão tão importante como era o Orçamento do Estado, e não poderia nunca pôr os meus interesses pessoais à frente dos interesses do partido e dos interesses nacionais".

"E portanto, fi-lo agora, confirmando que serei candidato à presidência do PSD e a primeiro-ministro de Portugal", esclareceu.

Fonte: in RTP; 12-02-2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Paulo Rangel é candidato à liderança do PSD


O eurodeputado social democrata Paulo Rangel afirmou hoje ter sentido a "responsabilidade nacional" de ser candidato à liderança do PSD devido às "circunstâncias excecionalmente graves" do país.

Durante o anúncio da sua candidatura, num hotel de Lisboa, Paulo Rangel apresentou-se como um candidato que quer fazer "uma rotura com quinze anos de políticas socialistas" e "libertar o futuro".

"Portugueses, caros militantes do PSD: Disse-vos há mais de três meses que, em razão do cumprimento do meu mandato europeu, não pretendia ser candidato à liderança do PSD", recordou o eurodeputado.

"No quadro das circunstâncias excepcionais em que vive o país - e que se revelaram com uma intensidade perturbante nos últimos três meses - e, em particular, o agudizar da situação económico-financeira, o aprofundamento lancinante da crise social e a degradação que acelerada e insustentável do executivo - em face dessas circunstâncias excepcionalmente graves sinto o apelo moral e o dever cívico, sinto mesmo a responsabilidade nacional de apresentar a candidatura à presidência do PSD", justificou, em seguida.

Paulo Rangel, que discursava perante um fundo branco e laranja com o símbolo do PSD, qualificou as circunstâncias actuais de "quase dramáticas".

"A autoridade, o prestígio e a confiança nas instituições políticas - designadamente no Governo - tem vindo a degradar-se de dia para dia, como bem mostram acontecimentos mais recentes. Até o poder judicial vive tempos de desgaste continuado, suscitando cada vez menos confiança no povo e na opinião pública", considerou o ex-líder parlamentar do PSD.

"No actual estado de coisa, já não basta mudar. É preciso romper", defendeu.

Paulo Rangel afirmou que a sua candidatura não é "uma candidatura preparada, não dispõe de exércitos alinhados, não foi inspirada em almoços ou reuniões com estruturas partidárias ou com personalidades gradas do partido" e que não fez "qualquer convite a militantes, personalidades ou amigos para a presença nesta sala esta noite".

Esta candidatura à liderança do PSD pretende ser "um movimento político nacional aberto e voluntário", acrescentou.

A vice-presidente do PSD Sofia Galvão e os deputados Luís Rodrigues, Pedro Saraiva e Nuno Encarnação foram alguns dos sociais democratas que estiveram presentes na apresentação da candidatura de Paulo Rangel.

Fonte: in Lusa; 10-02-2010

domingo, 25 de outubro de 2009

Passos Coelho candidato


O social-democrata Pedro Passos Coelho considera que Manuela Ferreira Leite não tem condições para continuar a liderar o PSD e revela que vai ser candidato.

"Quando houver eleições, com certeza que apresentarei a minha candidatura", declarou o antigo líder da JSD, esta noite, em entrevista à TVI.

Ferreira Leite “não tem condições para se manter como líder do PSD” depois de ter perdido as eleições legislativas, apesar do “desgaste político e pessoal do Primeiro-ministro como julgo não há memória em Portugal”, afirma Passos Coelho.

O partido não deve impor uma data à actual líder para abandonar, porque esse, diz Passos Coelho, seria um “espectáculo lamentável”.

No rescaldo de um ciclo eleitoral, o candidato derrotado nas últimas directas do PSD considera que os sociais-democratas não podem fazer da reeleição de Cavaco Silva em Belém o principal objectivo político.

“Fazer da próxima eleição presidencial ou, eventualmente, da reeleição do Dr. Cavaco Silva a próxima grande batalha do PSD é, do meu ponto de vista, uma miopia política ainda pior do que aquela que a má percepção que tivemos da realidade portuguesa até estas últimas eleições”, afirma.

Se Cavaco Silva avançar para a corrida a um novo mandato, obviamente deve ser apoiado, defende Passos Coelho.

Já quanto ao início da legislatura, com o Governo Sócrates minoritário, e na véspera do encontro entre Ferreira Leite e o Primeiro-ministro indigitado, Passos Coelho considera que é preciso esperar para ver, no que toca às políticas estruturantes, nomeadamente o Orçamento de Estado.

O empresário considera que um partido responsável não pode anunciar a sua posição face um Orçamento de Estado que não conhece, dizendo que vai aprovar ou rejeitar.

Nos últimos cinco anos, o PSD teve quatro líderes: Durão Barroso, Marques Mendes, Luís Filipe Menezes e agora Ferreira Leite. Passos Coelho alerta para a mudança de posições ao sabor das conveniências, num partido que precisa unir-se em torno de um projecto.

Fonte: in Rádio Renascensa; 13-10-2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PSD derrotado nas Autárquicas

O PSD perdeu as eleições autárquicas em Sabrosa, permitindo o regresso do PS à Câmara de Sabrosa.

Dados da Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI) indicam que o candidato do PS obteve 67,2 por cento, elegendo quatro vereadores, enquanto a coligação PSD/CDS-PP teve 25,8 por cento, com um vereador.

O médico Mílciades Carvalho concorreu às autárquicas deste ano como independente, proposto pela coligação PSD/CDS-PP, regressando à vida política, depois de ter sido presidente da Câmara de Sabrosa, eleito pelo PS, em dois mandatos seguidos.

Fonte: DN; 12 Outubro 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

PSD derrotado em Legislativas

Após noite eleitoral, e derrota do PSD, Manuela Ferreira Leite assumiu sozinha a responsabilidade da derrota eleitoral.
A líder do PSD anunciou para depois das autárquicas uma reunião do Conselho Nacional do partido. O PSD adia a discussão sobre a derrota e a manutenção de Ferreira Leite na liderança.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ferreira Leite visita Distrito de Vila Real

Após a visita da Presidente do PSD ao Distrito de Vila Real, eis o discurso que a mesma proferiu no Teatro Municipal de Vila Real, onde realizou uma acção de esclarecimento pública.